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16/8/2010
Advocacia e Planejamento Estratégico

Afinal, qual é a relação?

Um escritório de advocacia, ainda que familiar, não pode deixar de se organizar como uma empresa, agregando à sua administração práticas de gestão, comunicação e marketing. Independentemente do porte, uma associação de advogados precisa investir na atualização constante de seus profissionais, em melhorias de infraestrutura, em novas tecnologias.

É necessário, ainda, que o profissional do Direito, ao exercer a advocacia, esteja conectado à estratégia da empresa para a qual presta seus serviços e/ou da qual é sócio. É essencial que ele entenda qual é o negócio daquela instituição, pois isto irá aproximá-los e proporcionará otimização de resultados.

Ademais, não se pode perder de vista que os escritórios são negócios que precisam ser administrados com profissionalismo, eficiência e planejamento. Reconhecer esta realidade já é estar um passo à frente e irá se traduzir em maior eficiência nos serviços prestados. 

Talvez, os profissionais do ramo jurídico ainda não tenham se dado conta de que planejam a todo momento: quando traçam estratégias (leia-se: marcam reuniões) para conquistar um cliente pretendido; quando definem as áreas de enfoque e, consequentemente, os mercados onde irão atuar; ou quando provisionam quais e quantos recursos serão necessários para reformar o espaço onde funciona seu escritório, para comprar uma nova sede, ou simplesmente mudar de endereço.

Enfim, ao pensar no negócio, todos estão planejando, só que de forma pontual. No entanto, é preciso pensar no negócio com um todo, e isso nada mais é que planejar estrategicamente!

O planejamento estratégico enxerga o todo antes das partes. Para tanto, percebe as condições internas e externas ao negócio para caracterizá-lo, e então definir os objetivos estratégicos a serem alcançados. 

Um dos pontos mais importantes é assimilar a identidade do escritório. É preciso que se identifique sua missão (a finalidade pela qual todos os esforços da empresa estão direcionados), sua visão (a imagem de futuro, onde pretende estar) e os seus valores (preceitos que ditam as ações da instituição como um todo, incluindo as de seus colaboradores). O planejamento estratégico, assim, abraça o escritório de advocacia em sua totalidade, envolvendo todos os que nele trabalham, dele são clientes ou a ele fornecem.

De forma simplificada, trata-se de uma organização estratégica, mediante a utilização de ferramentas específicas de gestão e análises mercadológicas, de modo a permitir maior integração da empresa e melhores resultados, criando e mantendo um funcionamento estruturado sustentavelmente.

Em resumo: advocacia e planejamento estratégico podem (e devem) se relacionar intimamente. Uma vez em sintonia, por certo, já se constatará uma enorme diferença no funcionamento cotidiano do negócio.



Thaísa Boaventura é advogada e sócia da Hütner Consult.
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